TDAH: entenda a diferença entre os tipos desatento e hiperativo

Postado em: 26/02/2026

TDAH: entenda a diferença entre os tipos desatento e hiperativo
TDAH: entenda a diferença entre os tipos desatento e hiperativo 2

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta crianças, adolescentes e adultos, podendo impactar o foco, a organização, o controle de impulsos e a regulação emocional. Diferente do que muitos imaginam, nem toda pessoa com TDAH é “agitada”. Entender a diferença entre desatenção e hiperatividade é fundamental para reconhecer os sinais corretos e buscar ajuda adequada.

Na Diga! Psicologia, clínica especializada em neurodivergência em Santana, São Paulo, compreendemos que o TDAH pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa — inclusive de maneira silenciosa, especialmente em mulheres e adultos.

Deseja uma avaliação especializada para TDAH? Continue a leitura para entender melhor o assunto e agende uma consulta na Diga! Psicologia!

O que é o TDAH e como ele se divide?

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento. Ele envolve alterações nas funções executivas — como atenção sustentada, planejamento, organização e controle inibitório.

Embora seja frequentemente identificado na infância, o diagnóstico de TDAH em adultos tem crescido nos últimos anos, já que muitos pacientes passaram despercebidos na escola e só reconhecem os sintomas na vida profissional ou nos relacionamentos.

Existem três apresentações principais desse transtorno:

  • TDAH tipo desatento;
  • TDAH tipo hiperativo-impulsivo;
  • TDAH tipo combinado.

Cada uma delas apresenta características específicas, e compreender essa diferença é essencial para um plano terapêutico adequado.

Tipo predominantemente desatento: o TDAH “silencioso”

O TDAH tipo desatento é marcado principalmente pelos sintomas de desatenção, sem grande presença de hiperatividade física. 

Muitas vezes ele é confundido com distração, desorganização ou “falta de esforço”, o que pode atrasar o diagnóstico — especialmente em meninas e mulheres.

A desatenção está relacionada à dificuldade de manter foco de forma consistente. Não se trata de preguiça, mas de uma dificuldade neurobiológica na regulação da atenção.

Os principais sintomas de desatenção são:

  • Dificuldade em manter o foco em tarefas prolongadas;
  • Esquecimento frequente de compromissos;
  • Perda constante de objetos;
  • Desorganização em atividades escolares ou profissionais;
  • Dificuldade em seguir instruções completas;
  • Facilidade para se distrair com estímulos externos ou pensamentos internos.

Esses sintomas podem gerar prejuízos acadêmicos, profissionais e emocionais, afetando autoestima e relações interpessoais.

Tipo predominantemente hiperativo-impulsivo: agitação física e mental

Os sintomas de hiperatividade podem envolver inquietação e impulsividade. 

Em crianças, a agitação costuma ser mais evidente. Já em adultos, ela pode se manifestar como inquietude interna, dificuldade de relaxar ou sensação constante de urgência.

Os principais sintomas de hiperatividade são:

  • Agitação física frequente;
  • Dificuldade em permanecer sentado;
  • Falar excessivamente;
  • Interromper conversas;
  • Tomar decisões impulsivas;
  • Dificuldade em esperar a vez.

A impulsividade pode impactar escolhas profissionais, finanças e relacionamentos. Muitas vezes, o comportamento é interpretado como irresponsabilidade, quando na verdade está relacionado ao funcionamento neurológico.

TDAH tipo combinado: quando a desatenção e a hiperatividade coexistem

O TDAH tipo combinado é a apresentação mais frequente. Nele, a pessoa apresenta critérios tanto de desatenção quanto de hiperatividade/impulsividade.

Nesse caso, pode haver dificuldade para iniciar tarefas, manter organização e, ao mesmo tempo, controlar impulsos e regular comportamentos. 

O impacto pode ser amplo, exigindo acompanhamento especializado.

Principais diferenças no dia a dia: escola, trabalho e relações

Entender a diferença entre desatenção e hiperatividade ajuda a reconhecer como o TDAH afeta a rotina.

Na escola, pode haver, por exemplo:

  • Desatenção: dificuldade em acompanhar explicações e concluir tarefas.
  • Hiperatividade: dificuldade em permanecer sentado e seguir regras.

No trabalho, pode ocorrer:

  • Desatenção: atrasos, esquecimentos e dificuldade com prazos.
  • Hiperatividade: impulsividade em decisões e dificuldade com rotina.

Nas relações pessoais pode haver:

  • Desatenção: parecer “desinteressado”.
  • Hiperatividade: falar sem filtro ou reagir impulsivamente.

Vale lembrar que esses são apenas alguns exemplos de impactos possíveis do TDAH.

Compreender essas diferenças evita julgamentos e favorece intervenções adequadas.

O caminho para o diagnóstico e o papel da psicoterapia

O diagnóstico do TDAH é clínico e deve ser realizado por profissionais qualificados, como psicólogos e psiquiatras. 

Ele envolve entrevistas, análises de histórico, aplicação de escalas e, quando necessário, avaliação neuropsicológica.

Na Diga! Psicologia, localizada na Rua Alfredo Pujol, 285, conjunto 84, Santana – São Paulo, oferecemos psicoterapia em diversas abordagens, incluindo:

A TCC, amplamente recomendada, auxilia na organização de rotina, desenvolvimento de estratégias práticas e manejo emocional.

O tratamento do TDAH pode incluir medicação (quando indicado por psiquiatra) associada à psicoterapia.

Perguntas frequentes sobre desatenção e hiperatividade

Muitas dúvidas surgem ao tentar diferenciar os sintomas. Abaixo, esclarecemos algumas das mais comuns.

Os sintomas de TDAH podem mudar com a idade?

Sim. A hiperatividade física tende a diminuir na vida adulta, podendo se transformar em inquietação mental. Já a desatenção pode se tornar mais evidente no ambiente profissional.

Como saber se sou desatento ou hiperativo?

Somente uma avaliação especializada pode determinar a apresentação do TDAH. Cada caso deve ser analisado individualmente.

A medicação é a mesma para todos os tipos de TDAH?

Não. O tratamento é individualizado e pode variar conforme a apresentação, intensidade dos sintomas e histórico do paciente.

Quais os riscos de não tratar o TDAH?

O TDAH não tratado pode aumentar riscos de ansiedade, depressão, dificuldades profissionais, baixa autoestima e problemas nos relacionamentos.

Vamos conversar?

Entender a diferença entre desatenção e hiperatividade é o primeiro passo para um diagnóstico adequado e um tratamento eficaz.

Se você mora em Santana ou região e busca acompanhamento psicológico especializado, a Diga! Psicologia conta com uma equipe diversificada, preparada para atender diferentes demandas — inclusive TDAH, transtornos de ansiedade, depressão e outras condições relacionadas à saúde mental. Oferecemos um ambiente acolhedor, abordagem humanizada e profissionais capacitados para acompanhar crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Agende sua consulta e dê o próximo passo com o suporte especializado da Diga! Psicologia!


O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.