Como diagnosticar TDAH: como é a avaliação e quem pode diagnosticar

Postado em: 08/10/2026

A professora mandou o terceiro bilhete do bimestre. Em casa, a lição leva o dobro do tempo e termina em choro. Em algum momento a pergunta aparece: será TDAH? E, logo atrás dela, outra: como se descobre isso?

O diagnóstico de TDAH não sai de um exame de sangue nem de um teste único. Ele é clínico: nasce de entrevistas com a família, de informações da escola, da observação do comportamento e dos critérios do DSM-5, o manual diagnóstico usado na saúde mental.

Aqui na Diga! Psicologia, em Santana, muitas famílias chegam justamente nesse ponto. Vamos entender o caminho.

O que é o TDAH?

O TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) é um transtorno do neurodesenvolvimento.

Ele interfere na forma como a pessoa regula a atenção, a atividade motora e os impulsos, começa na infância e pode seguir pela vida adulta. Não é falta de limite nem preguiça, e se manifesta de jeitos diferentes em cada criança.

O DSM-5 descreve três apresentações: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa-impulsiva e combinada. Explicamos como elas se diferenciam no artigo sobre desatenção e hiperatividade no TDAH.

Por que o diagnóstico correto faz diferença?

Um diagnóstico bem feito orienta o cuidado. Ele evita rótulos apressados, separa o TDAH de quadros parecidos (ansiedade, dificuldades de aprendizagem, alterações de sono) e ajuda família e escola a ajustar expectativas. Com apoio cedo, as dificuldades tendem a pesar menos na autoestima.

Sem essa clareza, muitas famílias passam anos ouvindo que o filho “só precisa se esforçar mais”. Com ela, a rotina em casa e o diálogo com a escola ganham direção.

Quais são os sintomas do TDAH?

Os sintomas se dividem em dois grupos: desatenção e hiperatividade-impulsividade. Para pensar em TDAH, eles precisam ser persistentes, ter surgido antes dos 12 anos, aparecer em mais de um ambiente (casa e escola, por exemplo) e trazer prejuízo real à rotina. Um comportamento isolado não fecha nenhum quadro.

Sinais ligados à desatenção:

  • Dificuldade de manter o foco em tarefas ou brincadeiras;
  • Erros por descuido nas atividades escolares;
  • Parece não ouvir quando alguém fala diretamente com ela;
  • Dificuldade para organizar tarefas e materiais;
  • Perde objetos e esquece compromissos do dia a dia com frequência.

Sinais ligados à hiperatividade e à impulsividade:

  • Mexe mãos e pés ou levanta quando deveria ficar sentada;
  • Corre ou sobe nas coisas em momentos inadequados;
  • Fala muito e responde antes de a pergunta terminar;
  • Tm dificuldade para esperar a vez;
  • Interrompe conversas e brincadeiras dos outros.

O DSM-5 lista 18 sintomas, nove em cada grupo, e reconhecer alguns deles no seu filho não significa TDAH. Para ver os sinais por idade, leia sobre os primeiros sinais do TDAH em crianças.

Quem pode diagnosticar o TDAH e como funciona o processo?

O diagnóstico de TDAH é fechado por médico, em geral psiquiatra, neurologista ou neuropediatra, como orienta a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).

Psicólogos e neuropsicólogos participam com avaliações que mapeiam atenção, comportamento e funcionamento emocional, e ajudam a confirmar ou descartar a hipótese.

Profissionais envolvidos

O pediatra costuma levantar a suspeita. Depois entram neuropediatra ou psiquiatra da infância, psicólogo e, se preciso, fonoaudiólogo e psicopedagogo. O trabalho em rede existe porque o TDAH raramente chega sozinho: ansiedade e dificuldades de leitura podem andar junto.

Etapas da avaliação

  • Anamnese: entrevista detalhada sobre gestação, desenvolvimento, saúde e rotina da criança;
  • Escuta de pais e escola: questionários e relatos de quem convive com a criança em ambientes diferentes;
  • Observação do comportamento: como a criança age em consulta, em atividades e, às vezes, na sala de aula;
  • Instrumentos padronizados: escalas de sintomas e, quando indicado, a avaliação neuropsicológica, que mede atenção, memória e funções executivas.

A ABDA lembra que questionários como o SNAP-IV são ponto de partida, não diagnóstico.

Quais erros atrapalham o diagnóstico?

Os tropeços mais comuns são tratar um teste de internet como diagnóstico, avaliar a criança por um ambiente só, confundir TDAH com fase ou excesso de telas, e esperar que um exame traga a resposta. Cada um pode gerar rótulo errado ou atrasar o apoio.

Há ainda um engano silencioso: meninas e crianças quietas, com a apresentação desatenta, chamam menos atenção e costumam ser percebidas mais tarde.

O que vem depois do diagnóstico?

Depois do diagnóstico começa o plano de cuidado, que costuma combinar psicoterapia, orientação aos pais e conversa com a escola. Quando há indicação, o médico avalia a necessidade de medicação. A combinação varia de criança para criança e é revista ao longo do acompanhamento.

Tratamento

Na psicoterapia, a criança trabalha organização e regulação das emoções com estratégias adaptadas à idade. Aqui na Diga!, a abordagem (como a Terapia Cognitivo-Comportamental) é escolhida conforme a demanda de cada família. Veja como funciona a psicoterapia para TDAH.

Acompanhamento dos pais e responsáveis

Pais e cuidadores fazem parte do tratamento. Rotinas previsíveis e instruções curtas mudam o clima da casa. É normal ter dúvidas e se sentir cansado, e a orientação parental existe para que ninguém atravesse isso sozinho.

Perguntas frequentes sobre o diagnóstico de TDAH

Qual exame é feito para diagnosticar TDAH?

Não existe exame de laboratório ou de imagem que confirme o TDAH. O diagnóstico é clínico, construído com entrevistas, relatos da família e da escola, observação e escalas padronizadas. A avaliação neuropsicológica pode complementar o processo ao mapear atenção, memória e funções executivas, mas também não decide sozinha.

Quais são os 4 tipos de TDAH?

O DSM-5 descreve três apresentações: desatenta, hiperativa-impulsiva e combinada. Quando se fala em quatro tipos, em geral se inclui a categoria de TDAH “não especificado”, usada quando os sintomas causam prejuízo, mas não preenchem todos os critérios de uma apresentação. Quem define a classificação é o profissional, durante a avaliação.

Como descobrir se a pessoa tem TDAH?

Observe se os sinais são persistentes, aparecem em mais de um ambiente e atrapalham a rotina. Com essas anotações, procure o pediatra ou um profissional de saúde mental para iniciar a avaliação. Testes on-line levantam a dúvida, mas não substituem a avaliação profissional.

Avaliação e acompanhamento do TDAH na Diga! Psicologia

Na Diga! Psicologia, em Santana, Zona Norte de São Paulo, recebemos famílias com o diagnóstico em mãos e pais ainda na dúvida, que querem uma avaliação psicológica para levar ao médico.

A primeira conversa é com os responsáveis: ouvimos a história da criança e combinamos os próximos passos. Com os pequenos, preferimos o presencial, onde a criança explora o espaço do jeito dela.

Conheça como acompanhamos o TDAH na infância. Quando quiser dar o primeiro passo, agende uma entrevista inicial para conhecer nossos profissionais ou fale com a nossa equipe pelo WhatsApp.

Diga! Psicologia · Rua Alfredo Pujol, 285, conjunto 84, Santana, São Paulo/SP, CEP 02017-010 (ver no mapa) · WhatsApp (11) 2391-9172 · Segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 13h.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde mental. Responsável técnica: Isis de Carvalho Amorim, CRP/SP 06-191823.


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